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Há muito tempo, tenho a impressão que minha vida é uma ficção mal escrita... Sabe aquelas séries norte-americanas exibidas pela Warner ou pela Sony? Tinha certeza de que era daquele tipo, estava, inclusive, buscando um título... Infelizmente, não encontrei, e, tenho a nítida impressão, de que nunca o encontrarei! Por quê? Simplesmente, porque o que tenho é a própria vida à minha frente, descortinando-se a cada amanhecer, a cada alvorada, mais imprevisível do que eu possa imaginar!
Saibam que esse pensamento me traz problemas, literalmente! Tenho a ensandecedora mania de criar problemas, sou quase um viciado em problemas imaginários... Mais uma vez, aqui estou eu como um personagem... Passo a ver que eles realmente existem, e me deixam pasmo!
Ainda não sei  se tenho esperança suficiente para contorná-los, resolvê-los, aprender com tudo o que se interpõe em meu caminho... Mas tento, tento sim! Oro e peço fé a Deus...

Obrigado.

LLB



Escrito por Lizandro às 21h49
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Prezados amigos leitores,

 

 

Sempre tive muita curiosidade em conhecer a origem e o significado de meu lindo nome... :D Depois de muito vasculhar no Google, encontrei algumas respostas satisfatórias. Descobri que Lizandro é uma das variações de Lysander, nome de origem grega que significa “libertador de homens”. As outras variações são: Lesandro, Lisandro e Lysandros. Segundo as informações do site www.thinkbabynames.com, Lysander, na história grega, foi um comandante naval e militar de Esparta em 400 a. C. Diz ainda que também é nome de um personagem de Shakespeare em "A Midsummer Night's Dream." (“Sonho de uma Noite de Verão”). Lisandro é a forma espanhola do nome.

Como eu suspeitava, meu nome tem uma história! Ser libertador de homens não é para qualquer um não! Fico feliz em saber que minha alcunha carrega um significado tão especial... Imagina um médico libertador e curador de homens?! Será muito bom, pelo menos, já tenho a força do nome!

Aproveitei também para pesquisar a origem e o significado de alguns nomes especiais para mim. Fiquei surpreso em constatar como os significados desses nomes se assemelham à minha visão desses queridos amigos. A saber:

 

- Larissa: do Grego. Cheia de alegria (E é assim que ela é!!!)

 

- José: do Hebraico. Yoseph, aquele que acrescenta (Acrescenta felicidade...).

 

- Joana: do Hebraico. Presente de Deus, cheia da graça de Deus (Não acredito! É assim que te considero!!!).

 

- Ramon: do Espanhol. Defensor sábio. (Estou impressionado!).

 

- Rodrigo: príncipe famoso (hehehehehe).

 

- Walter: do Teutônico. Um guerreiro poderoso (Esse é o Junamis!!!).

 

- Demetrius: do Grego. Cosagrado a deus Demeter.

 

- Estácio: do Latim. Que fica em pé (Entendeu?)

 

 

Sei que há muitos outros amigos que mereciam seus nomes aqui... Logo os colocarei, ok?

 

Abraço,

 

Lizandro



Escrito por Lizandro às 12h23
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O Meu Jeito de Agir – Yasmin
 

Se Alguém Me Perguntar
Por Que É Que Eu Sou Assim
Me Entrego Sem Pensar
Só Pra Alguém Gostar De Mim
E Achar Que Isso É Solução
Confundir Amor Com Uma Paixão
Então Vou Te Responder
Faça Força Pra Entender
Preciso De Atenção
Qualquer Carinho Me Faz Bem
Eu Não Sei Lidar Com A Solidão
Tento Enganar O Meu Coração

É Assim Que Eu Sei Viver
Por Isso Eu Inventei
Esse Jeito De Agir
Pra Disfarçar O Que Senti
Eu Tento Me Esconder
Pra Ninguém Perceber
E Pergunta Quem Eu Vi
O Que Há De Errado Em Ser Assim
Me Responda Se É Errar
Tentar Um Dia Apenas Ser Feliz

Oi pessoal, quis dividir com todos vocês a bela letra dessa música. Está na trilha sonora de Essas Mulheres. Com certeza, essa novela marcou minha vida.
 
Beijo a todos!
Lizandro


Escrito por Lizandro às 17h31
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O paraíso

 

 

O vento levara as últimas gotas de suor de seu rosto. Chegara esgotado e encharcado mais uma vez. Suava muito, dizia, porém não cheirava mal. Trajando sua desgastada camisa de linho branco, com calças que foram de seu tio, um daqueles que ajudou a construir Brasília, andou o dia inteiro. Agora descansava.

Aquele era seu porto seguro, onde ancorava após um dia de nãos. Contemplava, naquele instante, apenas belezas que recitavam um sim educado e gentil. “Os deuses devem viver na praia!” - exclamava em seus pensamentos. Aquilo era um paraíso, mas de que há muito fora expulso. Não pela fúria de um deus por desobediência sua, sim, por necessidade. “O mundo é dos que trabalham, meu filho...”, ouviu uma vez de seu pai morto na cadeia. Costumava visitá-lo todos os domingos, até completar treze anos, quando suas folgas já eram escassas...

Todo o suor já evaporara, sua camisa estava seca outra vez. Tomou um cigarro como quem comemora a liberdade, tentou acender, mas o vento era antitabagista. Sua segunda tentativa, assim como a terceira e a quarta, não teve sucesso. “Amigo, poderia emprestar o fogo”, pediu impaciente a um homem calvo de óculos escuros. Levantou, para, finalmente, saciar sua vontade. “Com certeza, aqui é o paraíso”, falou enquanto assentava novamente na pequena mureta que separava a calçada da areia da praia. Pôs ao seu lado a pasta preta que, anteriormente, repousava sobre suas pernas.

            Buscara sua dignidade hoje em uma joalheria, esse foi o primeiro local. No entanto, faltava-lhe experiência para a função, algo comum para um jovem de sua idade. “Foi bom conhecer uma joalheria, como foi bom”, pensava sorridente. Andando mais algumas quadras, deparou-se com o anúncio para vendedor em uma concessionária de carros. Também se candidatou ao cargo, dessa vez conseguiu uma chance. Tentaria vender um carro, caso conseguisse, o emprego era seu. Levou o primeiro cliente para um test-drive. Era uma senhora distinta, devia ser da alta sociedade, pensou ao entrar no veículo. Entretanto, não foi dessa vez. Novamente sem emprego, continuou sua procura à tarde. O cartaz em frente à lotérica lhe chamou atenção, “quem sabe... “
Aceitaram-lhe em caráter de teste. Seu primeiro serviço seria transportar todo o dinheiro arrecadado naquele dia até o banco. À tardinha, no entanto, estava mais uma vez desempregado. Foi, então, que partira para seu ancoradouro.

            Dia duro tivera, o último da semana fora o mais trabalhoso. Lembrou-se de sua pasta que estava ao seu lado. Abriu-a. Pegou uma pulseira de ouro e um relógio prateado -  estavam com o preço ainda. Colocou-os para verificar se lhe caiam bem. Estava também em suas mãos uma chave, parecia de um carro. Sim, era de um carro, porém estava solitária,sem chaveiro.

 Já estava escuro. Levantou-se, desgostosamente. Tinha de ir, não poderia passar a noite ali, era perigoso, havia muitos ladrões a partir daquele horário. Antes de partir, no entanto, lembrou-se, novamente, das palavras de seu pai, na íntegra: ““O mundo é dos que trabalham, meu filho mas o paraíso, meu filho, é para os espertos!”

                                                *****

Amigos, escrevi esse singelo texto em 2004, quando ainda estava morando no Rio de Janeiro. Na época em que o escrervi, enviei para um querido amigo ler. Após sua avaliação, ele deu-me a seguinte sugestão, a qual quero dividir com todos vocês: "Só tenho uma sugestão: trabalhe melhor a linguagem, leia e releia o texto, alterando-o, como se lapidasse uma pedra preciosa encontrada em seu estado bruto. Transforme-se em crítico de seu texto e modifique-o. Se possível, leia, nas primeiras páginas da edição de “A bagaceira” da editora José Olympio, o que José Américo testemunha sobre como escreveu o livro. Quase todos os bons escritores revêem cansativamente o texto, em busca da melhor forma, da melhor palavra, da precisão aliada à clareza, à simplicidade ou à complexidade, dependendo da intenção do autor, claro. Se você fizer isso, nesse texto, e for bem-sucedido, terá construído algo incomum." Espero ter obtido um bom resultado após esse feliz conselho.

Abraço a todos e perdoem o meu desaparecimento.

Lizandro



Escrito por Lizandro às 12h19
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Esse símbolo expressa FELICIDADE, um sentimento, cada vez mais, presente em minha vida!



Escrito por Lizandro às 23h56
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Acabaram? Mas já?!

 

 

É, o tempo passa rápido. Dia desses, estava preocupado com provas, estudava loucamente; em seguida, festejava a vitória alcançada – finalmente, consegui passar no Vestibular. Foi, então, que me dei conta de que elas haviam chegado. Sim! As minhas merecidas e aguardadas férias! A partir daí, os meses foram se passando freneticamente. Em março, comemorei meu aniversário, fiz 21 anos; em abril, comi chocolate e parabenizei amigos; em maio, houve o dia das mães e mais parabenizações a amigos. Quando percebi, junho já estava presente. Neste mês, vive-se toda a euforia dos festejos juninos, dos quais não sou grande apreciador. O mês vindouro, julho, dar-me-á uma sentença – a privação de minhas férias queridas. Já estava apegado a elas – mesmo que digam por aí para nunca se apegar a nada, nem a ninguém.

         Passei boas semanas de ócio. Pude ficar em dia com a programação da TV, conhecer todas as músicas do momento, fazer amigos, sair para balada, dentre muitos outros eventos ocorridos nesse período abençoado.  Foi um momento de relaxamento, de vivência de novas emoções e de diferentes experiências.

         O desenvolvimento desse blog foi um dos frutos dessas férias boas e já saudosas. Sei que produzi pouco. Peço, inclusive, desculpas àqueles que esperavam mais de mim (Cadernos Públicos Pessoais., principalmente!). Porém, senti necessidade em diminuir o ritmo de minha produção. Li menos do que imaginava, assim como escrevi menos.

Dediquei muitas horas ao sono. Privilegiei, também, o cuidado com o corpo – mesmo com resultados pífios. Matriculei-me em uma academia, musculação. Fiz também dieta hipercalórica. Enfim, tudo para modificar um corpo outrora esquecido e subjugado, mas que se mostra, cada vez mais, vivo e pulsante.

Minhas férias, como tudo na vida, chegaram ao final. Um sorriso brotará em meu rosto sempre que as recordações desse momentos felizes surgirem em minha mente. Até breve, queridas vacaciones!



Escrito por Lizandro às 23h34
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Banho + reflexão?!

 

Você pensa enquanto toma banho? Entre uma ensaboada e outra, tem instantes de reflexão? Seria esse um momento apropriado? Sempre quis discutir esse assunto tão cotidiano em minha vida. Durante o banho, chego a muitas conclusões - algumas acertadas, outras, completamente, equivocadas.

Apesar de não estar tomando banho (esse é um dos momentos em que me pego absorto, não o único), quero discorrer sobre esse ato. Custa-me entender a aversão infantil a uma ducha. Creio que os patinhos de borracha foram inventados, a fim de tornar esses poucos minutos de higiene mais agradáveis aos pequeninos (nunca tive um desses...). É sabido, também, que a aversão pode acompanhar a criança na adolescência. Para muitos, sujeira é sinônimo de rebeldia. Digo que se trata de pura ignorância. Não considero que ser fedido e seboso seja típico de um jovem consciente ou não.

Afirmo, com orgulho, que nunca tive problemas com o banho. Sempre o achei estupendo, mesmo diante de baixas temperaturas. Há algum tempo, então, notei que poderia aproveitar melhor esse momento revigorante: pensaria nas questões mais complicadas de matemática, física, química, etc. Notei um bom resultado. Após essa etapa inicial, passei aos problemas mais reais. Não ainda as contas do fim do mês, mas situações igualmente preocupantes...

Depois disso, achei por bem tornar público essa experiência. Aproveitem o banho! Sei que muitos mal têm tempo de tomá-lo, imagine de refletir durante... Aos que puderem, tentem! É fascinante.

 

Lizandro



Escrito por Lizandro às 11h43
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Minha Primeira Vez

 

 

Essa experiência foi extremamente prazerosa. Sinto-me orgulhoso por não ter falhado e por haver superado as expectativas. Contarei, detalhadamente, como tudo se deu. Passemos aos fatos.

Embora tenha pensado nas dificuldades naturais, no possível acanhamento, enfim, na falta de espontaneidade que poderia haver em minhas ações, tentei não considerar esses fatores e me concentrar bastante, afim de fazer o melhor. Para a felicidade de todos, tudo fluiu normal e harmoniosamente. Foi assim minha  primeira vez, em uma sala de aula, como professor.

            Confesso que, a princípio, hesitei em aceitar esse desafio didático. A proposta era ensinar espanhol, uma língua que faz parte de minha vida há  anos. Creio que o largo tempo de estudo e de intimidade com “la lengua” foram as maiores motivações para a aceitação do  convite. Além disso, senti-me obrigado a compartilhar a experiência adquirida nas diversas provas de Vestibular realizadas com quem ainda não foi aprovado (para quem não sabe, tenho quatro anos de experiência nessa área).

            Aceitado o convite, com material de aula em mãos, chegou o dia: seria minha primeiríssima vez ali, enfrente a  uma platéia da qual, há poucos meses, eu fazia parte. Notei olhares de desconfiança, mas que não foram suficientes para me intimidar. Serviram, sim, como um incentivo. Eu estava decidido a desafiar a mim mesmo, a vencer minha timidez desconfortante e a superar minha penosa capacidade vocal. Senti minha voz embargar levemente, as palavras não saíam conforme eu pensava... Poderia ter-me desesperado e haver desistido naquele momento, mas não o fiz. Segui adiante. Comecei, então, a me sentir seguro, confiante, firme em minhas palavras! Eu estava ensinando...

Senti um gozo inexpicável. Fui tomado por um sentimento de intenso júbilo. O desejo de lecionar espanhol sempre esteve em minha mente, mas nunca ocorrera a oportunidade de fazê-lo. Agora estou certo de que adoro isso, apesar de ter dado apenas uma aula.

Minhas aulas ocorrem aos sábados, no período da tarde, com uma hora de duração. Seguirei nessa atividade até o próximo Vestibular, do qual, felizmente, não irei participar, pois deixei essa vida!

 

Lizandro

29/04/2005.



Escrito por Lizandro às 16h40
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Visitas

Me gusta hacer a pie mis visitas de médico,
sobre todo en las tardes iguales del buen tiempo.
El aire está impregnado de perfume diversos:
el de los paraísos, tan fuerte que da vértigo,
el de las madresilvas y rosa de los cercos,
acacias del camino, glicinas del alero
y el vaho del azahar que dan los patios viejos.
Me gusta hacer a pie mis visitas de médico...
Olerán, en mis manos, a flores los enfermos.

                        Baldomero Fernández Moreno
                            (De Antologia poética)

Tengo que decir que el texto me ha emocionado. Pienso que quiero ser un médico así, sensible, dedicado y que ama lo que hace. Ojalá!



Escrito por Lizandro às 11h34
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ENQUANTO DISCUTEM LEITURA, EU FALO DE CINEMA... (1)

 

Sempre me perguntei como seria a experiência de assistir a dois filmes seguidos, ou seja, um após o outro, com apenas um pequeno intervalo - tempo suficiente para ir ao banheiro. Contudo, não no conforto de nosso lar, onde podemos parar a fita (ou DVD) o quanto quiser, voltar, avançar, etc., sim em um cinema. Felizmente, passei por essa experiência nesta quarta-feira, dia 06 de abril (todos sabem que, neste dia da semana, o ingresso costuma ser mais barato, talvez tenha sido essa a motivação da pequena jornada cinematográfica).

Antes de comentar os filmes que vi nessa bela tarde cultural, quero alertar a todos que não sou crítico de cinema, nem cinéfilo, apenas um simples espectador. Sendo assim, até mesmo porque não tenho o conhecimento necessário, não vou me meter a falar sobre elenco, figurino, fotografia, e todas as demais categorias dignas de um Oscar®. Alerto, ainda, àqueles que pretendem ver estes filmes e que não gostam de saber como termina a história, que não continuem a leitura.

Bem, assisti, como disse, a duas excelentes produções: a primeira foi “Reencarnação”, com Nicole Kidman; a segunda, “Eterno Amor”, com a atriz Audrey Tautou, a mesma de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", filme a que não assisti (sou o único, acho!) Como se sabe, um filme é americano e outro europeu, respectivamente. Os dois me agradaram muito.

“Reencarnação” (o primeiro) não lotou a sala, e os poucos que estavam nela não pareceram apreciá-lo (ouviam-se os seguintes dizeres: “Ainda não acabou?! Não acaba mais não, é?!). Creio que fui um dos poucos, quiçá o único, a gostar... Simplesmente, achei interessante, porque o enredo me surpreendeu. Comprei o ingresso pensando em ver algo espiritualista, pois, pelo título, é o mínimo a se imaginar. Mas não foi o que eu e os demais conferimos. Tenho certeza de que muitos esperavam que o filme confirmasse sua crença acerca da reencarnação. No entanto, o que vi foi um prato cheio para aqueles que a negam. Não entrarei em maiores detalhes sobre esse tema, pois não é essa a intenção dessas linhas.

Para que eu possa escrever de forma que compreendam, terei de contar um pouco de cada filme. Em “Reencarnação”, Anna, a personagem interpretada por Nicole Kidman (adorei sua interpretação, sou apaixonado por ela!), começa a acreditar que um garoto de dez anos é a reencarnação de seu marido. Ela o amava muito e, mesmo passado tanto tempo de sua morte, era difícil aceitar tal fato. Mas, creio que qualquer pessoa, em sua situação, acharia que o menino, de fato, falava a verdade. Pude observar que o amor que ela sentia era tão intenso, que, mesmo diante dessa improvável situação, preferiu se entregar ao seu desejo mais latente até então: ter o marido de volta à sua vida. Infelizmente, para desespero daqueles que esperavam um desfecho que os satisfizesse, o garoto não passa de um impostor. Soube da intimidade de Anna através de cartas enviadas por ela mesma, há algum tempo, para Jean, seu marido, o qual tinha uma amante, da qual gostava mais do que da esposa.

Continua...



Escrito por Escrito por Lizandro às 16h39
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ENQUANTO DISCUTEM LEITURA, EU FALO DE CINEMA... (2)

 

A segunda produção, “Eterno Amor”, também foi excelente. Não digo melhor que a primeira, porém mais rica em diversos aspectos. Ao contrário de “Reencarnação”, a língua dessa era a francesa, não a inglesa. Mais uma vez, preciso discorrer, sucintamente, sobre o enredo. O filme conta a história de uma jovem francesa, cujo noivo vai para a Guerra. No campo de batalha, ele, assim como outros soldados, faz com que atirem em uma de suas mãos, deixando-o mutilado, e, por conseguinte, inválido, o que permitiria o retorno ao lar. Porém, não foi o que ocorreu. Todos os que tentaram essa manobra foram condenados (mais adiante se descobre que foram perdoados, mas que um general canalha não enviou os papéis misericordiosos). A jovem Mathilde não aceita o que lhe contam acerca do noivo e decide investigar seu paradeiro. Após muitas frustrações, finalmente, ela o encontra em um hospital psiquiátrico. Tinha amnésia total, ou seja, não se lembrava mais de nada, nem sequer de ler e de escrever. O filme acaba com a emocionante cena em que ela o contempla com ternura. Um filme maravilhoso, empolgante. Os espectadores não ficaram ansiosos para que terminasse, vale registrar.

Diante desses enredos tão envolventes, foi difícil não pensar na possibilidade de haver alguma ligação, ou mesmo algo em comum entre esses dois filmes. Cheguei à conclusão de que sim, de que há muito em comum entre eles. O amor é o tema mais presente, pois Anna não teria acreditado no menino se não amasse o marido falecido, tampouco Mathilde teria tido forças para, mesmo coxa, enfrentar uma investigação tão difícil. A esperança, como sempre, esteve junto ao amor: ambas não cogitaram o abandono desse sentimento, persistiram. No entanto, apenas uma teve final feliz, enquanto a outra foi obrigada a conviver com a dura realidade. O garoto não era a reencarnação, como já disse, ou seja, seu marido não voltou (morreu mesmo!); enquanto o noivo da jovem francesa foi encontrado, não havia morrido, como todos os indícios apontavam.

Penso que, por vezes, deparamo-nos diante de situações bem semelhantes. São momentos em que somos desafiados a confiar, a ter esperança, a imaginar que, se algo acontecer, outro fato poderá não ocorrer e vice-versa, como o fazia Mathilde. Sinceramente, acho que é um privilégio amar tanto alguém como o fazem essas duas heroínas. Espero, um dia, poder amar com tanta força e confiança.

Tenho esperança e acredito no amor verdadeiro.

 

 

Lizandro

07 de abril de 2005.



Escrito por Escrito por Lizandro às 16h38
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AGRADECIMENTO BREVE:

Sinceramente, estou bastante feliz com o sucesso de meu blog! Perdoem-me por não postar nada que valha a pena debater, prometo fazê-lo em breve, certo?

Continuem acessando e comentando, agradeço pela atenção.

Abraço,

L.L.B. (Sempre ViVo&AbSoTo!!!)



Escrito por Escrito por Lizandro às 03h33
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Cotas para quê?

Pesquisa financiada pelo MEC derruba tese de que negros não têm acesso às universidades federais.

Marcelo Carneiro

 

O que fazer quando se tem como principal política social um programa chamado Fome Zero e o melhor instituto de pesquisas oficiais descobre que o problema do país é o oposto, a obesidade? O que fazer quando uma proposta de reforma universitária é assentada sobre a premissa de que os negros só terão acesso ao ensino superior por meio de cotas e se descobre que a representatividade dos negros nas escolas superiores federais já é igual à existente na sociedade brasileira? Bem, no governo do PT  essas perguntas tiveram uma mesma e surpreendente resposta: mudem-se as pesquisas, mantenham-se as políticas erradas e tome mistificação para cima do respeitável público!

(...)

 

Segundo o estudo da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), o número de negros nas universidades federais corresponde exatamente à sua participação na população brasileira, que é de 5,9%. Além disso, quase metade dos estudantes universitários, sejam eles brancos ou negros, pertence a famílias das classes C, D e E, nas quais a renda mensal total varia entre 207 e 927 reais. Estudos dessa natureza são uma excelente oportunidade para discutir os caminhos para democratizar o ensino no Brasil. Mas o governo, como tem acontecido com alguma freqüência quando confrontado com a realidade, preferiu atacar os números.

(...)

 

Outra aspecto que tem sido relegado a segundo plano é a melhoria da qualidade do ensino fundamental e médio, sabidamente o único caminho para efetivamente democratizar o acesso à universidade. A atual política de cotas também corre o risco de ter  outra nefasta conseqüência, a de atiçar artificialmente uma animosidade inter-racial, algo inusitado no Brasil.

 

Fonte:

Revista Veja, nº 1897 - ano 38 - nº12

23 de março de 2005

 

Fiquei bastante feliz, quando li essa reportagem. Sempre fui e serei contra a adoção de cotas. E vocês? O que pensam a respeito?



Escrito por Escrito por Lizandro às 18h45
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“A bem-aventurança medíocre produzida pela satisfação dos apetites primários não importa à Literatura, pois mesmo fora da Arte as pessoas “felizes” são monótonas e desatraentes: somente a dor, o sofrimento, a angústia, a inquietude criadora, etc., faz  que as criaturas  se imponham e suscitem interesse nos outros. A Literatura  opera exatamente no plano em  que o homem encara a vida como a luta, tomada a consciência da morte e da precariedade do  destino humano: não se acomoda, não se torna feliz; e quanto mais indaga, mais se inquieta, num permanente círculo vicioso. Aí entra a Literatura.”

 

Massaud Moisés

 

Realmente, supreendi-me quando li essa frase, mas fiquei contente por saber que eu sou interessante para a Literatura!



Escrito por Escrito por Lizandro às 18h37
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“Viver é, em grande parte - ou é essencialmente - um indagar permanente, um perguntar a todo instante 'que é isso?', é uma constante  busca de  respostas  que, traduzidas em definições, saciam nossa curiosidade, esclarecem nossas dúvidas, informam-nos ou levam-nos a conhecer.”

Othon M.  Garcia.

  Creio que essa frase não precisa ser comentada por mim, sim, por vocês! Fiquem à vontade...



Escrito por Escrito por Lizandro às 18h34
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